Se não sabe para onde está indo,qualquer caminho serve
Parece óbvio que antes de implementar qualquer plano é preciso conhecer claramente os problemas, mas é comum buscarmos soluções sem entender o que se passa.
Parece óbvio, também, que anos no mercado nos gabaritam a seguir a direção certa, pois já sabemos o que fazer, afinal já passamos por tantas e boas.
Parece óbvio que o mundo está mudando, mas não se percebe que a velocidade da mudança é maior do que podemos acompanhar. A discussão dos táxis versus Uber, só para citar um exemplo, tem prazo de validade, logo mais os veículos não precisarão mais de motoristas.
É isso, veículos.
Entender para agir e para acompanhar as mudanças.
Esta é a lógica.
No início de fevereiro apresentamos o resultado da pesquisa do Mercado de Fretamento elaborado por consultoria de Inteligência de Mercado especialmente contratada para entender o nosso mercado. A pesquisa é a primeira parte do Projeto Enfrentando o Mercado resultado de parceria entre o Sinfret e o Transfretur.
Comentários diversos com “eu já sabia” e “mostrou o óbvio” foram ouvidos, mas mais do que saber a resposta é saber o que fazer com ela e, indo além, mais do que entender é preciso agir.
Obviamente a pesquisa mostrou mais.
Escancarou que não temos atuação e nem preparo comercial, que quando somos consultados vendemos preço; que nossos valores e atributos se resumem a descontos e pontualidade; que quando nos pedem solução oferecemos sempre mais do mesmo; que apesar do contrário, não nos vemos como estratégicos na mobilidade para as cidades e, portanto, nos intimidamos e nos furtamos de nos oferecer como uma das soluções.
Entender para agir.
Nesta linha a nova administração da maior cidade do país, a enxerga com novos olhares quando afirma que a cidade é para todos, para o transporte coletivo privado inclusiva. A nossa ação é partir para capacitação e criação de um modelo de execução comercial para enfrentar o mercado que não conhece o transporte privado ou que nunca pensou nele como alternativa ou complemento.
É também o momento de repensar o negócio e a forma de atuação, pois o que deu certo no passado hoje não passa de simples exemplos e o que se dirá no futuro próximo, muito próximo.
Entender para agir e para acompanhar as mudanças.
Esta é a lógica.
Por enquanto.
Jorge Miguel
Presidente
