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Evolução ICF


Confira abaixo o índice do mês e ano desejado

Tipo de Veículo :
Data inicial :
Ano Mês
Data final :
Ano Mês

 

TABELA - Evolução ICF


Do custo ao preço
A partir deste mês o Jornal Novos Caminhos virá acompanhado de um encarte que tratará de todas as informações sobre a formação de preços do transporte de passageiros por fretamento contínuo e eventual. O principal objetivo do encarte é mostrar como o preço do serviço de fretamento deve ser calculado. O empresário terá como referência o preço detalhado e atualizado de três tipos de serviço de fretamento junto com a análise da da evolução dos custos de operação medidos pelo Índice de Custos de Fretamento.


Serviços
São três os serviços e os tipos de veículos que são utilizados para calcular o preço. O serviço mais característico do fretamento, denominado "Entrada/Saída", é calculado tomando como base um veículo tipo Standart e Luxo. Nos dois casos a rodagem média utilizada é de 2.500 km/mês. Outro serviço, cujos custos serão acompanhados, é o cobiçado "Três Turnos", também calculado para o veículo Standart e Luxo - cuja a rodagem média mensal é de 6.500 quilômetros. O terceiro serviço busca identificar as variações de custo no fretamento eventual, o popular turismo, que normalmente é realizado com veículo mais sofisticado e, por conseguinte mais caro, aqui denominado "Super Luxo" com rodagem média mensal de 5.000 quilômetros. Os preços calculados, veja tabela 1, representam os custos médios apurados até 28 de fevereiro de 2002.


ICF: uma medida
O Índice de Custos de Fretamento (ICF) é um indicador que acompanha a evolução dos preços do transporte de passageiro por fretamento. É, na verdade, um indicador de inflação específico do setor de fretamento. O ICF não tem a pretensão de se transformar em um indicador de preços reconhecido pela economia, basta que o seja para as empresas que atuam no mercado de transporte de passageiros por fretamento. Se isso ocorrer sua existência estará justificada. Para obter o índice de cada mês o procedimento é simples: após escolher a metodologia para formação do preço faz-se a coleta dos preços aplicando os resultados no modelo escolhido; a comparação do mês atual com o anterior dará a variação do mês, e assim sucessivamente, é possível medir a evolução a evolução dos custos do fretamento contínuo e eventual.


Número-índice
Para identificar a variação do preço de um ou mais períodos basta dividir um número-índice do mês atual pelo mês-base da comparação. Um exemplo simplifica o cálculo: digamos que num determinado contrato é preciso identificar a variação de custos entre outubro de 2001 e janeiro de 2002, a simples soma das variações mensais não é suficiente pois, a variação mensal influencia e sofre influência das alterações de cada mês; em outras palavras o cálculo é composto. Na seqüência, identifique o número-índice de janeiro, igual a 101,90 para serviços tipo Entrada/Saída com veículo tipo Standart, e na mesma tabela, identifique o número-índice do mês anterior à base que deseja; no exemplo o mês-base é setembro e o número-índice é igual a 101,11. Dividindo o número-índice desejado pelo mês-base obtém-se a variação desejada, que pelo exemplo corresponde a 0,78%


Calculando o preço I
Toda vez que se fala em montar ou adotar uma metodologia para calcular preço surge a expressão: "quem faz o preço é o mercado", o que em termos econômicos e de mercado está correto e, portanto, induz o agente a adotar o preço praticado por ele, o mercado. Entretanto, nem sempre "a mão invisível dele", o mercado, é justa para os que oferecem serviços e produtos, menos àqueles que o seguem sem nenhum critério ou respeito. A regra básica é que o preço sugerido pelo tal mercado deve pelo menos cobrir os custos diretos de produção e deixar uma margem mínima que justifique o retorno do investimento e o risco. É neste momento que começam a aparecer os primeiros problemas: freqüentemente a avaliação do risco é menosprezada e a do investimento renegada a segundo plano, afinal, "o dinheiro aplicado rende pouco mesmo" ou ainda "mais prá frente eu recupero". No transporte de passageiros o risco de acidentes de trânsito que podem envolver vidas, e consequentemente, altas indenizações deve ser uma agravante no cálculo da taxa de risco e o retorno do investimento deve estar atento ao mercado financeiro. Se na formação do preço estas duas premissas não foram consideradas tenha certeza que o preço está errado. Entretanto, o prejuízo é de quem calculou o preço errado e não do mercado que sempre privilegiará o menor preço vislumbrando sempre o melhor serviço ou produto, portanto, é aí que surge a necessidade de se calcular previamente o valor de cada serviço. É preciso ter claro que "os meus ganhos estarão garantidos dentro de uma margem de risco que considero aceitável", pois, em caso contrário: o preço pode não ser o de mercado, mas com certeza não será suficiente para você! A saída? Aumentar o preço ou…


ICF registra maior alta em 17 meses
Diesel, pneu e veículos empurram índice para a “estratrosfera” Se setembro indicava uma tendência de queda nos índices de inflação do setor de fretamento, outubro inverteu completamente a trajetória. O Índice de Custos do Fretamento – ICF, especificamente o ICF-1, registrou 1,78%, a maior elevação desde maio de 2003, quando a alta foi de 3,03%. No ano o acumulado já é de 12,65% e nos últimos doze meses 12,82%. São números altíssimos se comprados aos índices de preços ao consumidor como o INPC, IPC-FIPE e o ICV-Dieese que não registraram acumulados dos últimos doze meses superiores a 7,0%. Entretanto, o ICF guarda certa relatividade quando comparado com os índices de inflação mais amplos que medem a alta nos preços no atacado. O IGP-M, por exemplo, acumula no mesmo período 11,91%; o IGP-FGV outros 11,84% e o IPA-FGV 14,37%. Estes indicadores mostram que existe uma inflação de custos e não de demanda causada principalmente pelos preços administrados pelo governo, o que força um repasse imediato aos preços dos serviços de fretamento praticados hoje. O óleo diesel, principal insumo do setor, registrou aumento de 4,76%, nos últimos doze meses acumula 13,26%. O preço dos pneus subiu 3,47%, em média e acumula em 12 meses 17,50%. Se comprar pneu novo ficou muito caro reformar ficou pior, em outubro a recapagem subiu o preço em 2,66% e em doze meses já aumentou 21,94%. Na mesma toada os veículos (chassis e carroceria de ônibus) acumularam em doze meses 20,58% depois de registrar em outubro 2,29% de aumento. Os demais indicadores do ICF registraram em outubro variações muito acima da inflação. O ICF-2 para o serviço Três Turnos, com ônibus Standart, a variação no mês ficou em 1,86%, e o acumulado em doze meses 11,70%, em média. O ICF-3, com ônibus Luxo apresentaram, para Entrada e Saída, 1,87% e para Três Turnos 1,91%. Nos últimos doze meses o acumulado foi de 14,19% e 12,86% respectivamente. O serviço de turismo medido pela variação dos custos do ônibus Super Luxo subiu 2,01% em outubro e nos últimos 12 meses acumula 14,36%. O Micro-ônibus registrou aumento de 1,39% no mesmo mês acumulando nos últimos 12 meses 11,10%. Diante deste quadro é possível vislumbrar, a médio prazo, uma alta na inflação ao consumidor, mas é bom que se frise “causada por aumento dos custos”, portanto, não espere para ser o último a adequar seus preços. Jorge Miguel dos Santos é economista e Diretor-executivo do Transfretur